O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/09/2020
Em 1888, foi sancionada pela princesa Isabel, filha de Dom Pedro II, a Lei Áurea no Brasil, que abolia a escravidão e concebia liberdade total aos escravos que existiam no país. Entretanto, mesmo após um longo período de tempo, atualmente, as práticas de trabalho escravo persistem no cenário brasileiro e são um problema devido à falta de fiscalização trabalhista e à baixa escolaridade.
Nesse contexto, em primeira análise, existem poucos órgãos responsáveis por vistoriar as condições de trabalho no Brasil. Tal fato acontece, pois, há um certo descaso do Governo Federal com a classe trabalhadora e com a legislação trabalhista, o que contribui para que, muitas das vezes, os patrões explorem demasiadamente seus funcionários e esses trabalhem longas horas realizando práticas laborais ininterruptas. Desse modo, por causa da falta de fiscalização eficiente, tais acontecimentos continuam ocorrendo e, segundo o Portal G1 da emissora Rede Globo, as denúncias de trabalho escravo aumentaram em 50% no estado de São Paulo em 2020, o que é muito grave.
Ademais, em segunda análise, a baixa escolaridade contribui para que os trabalhos forçados sejam mantidos na pátria brasileira. Isso acontece porque, geralmente, pessoas analfabetas ou com baixo nível de estudos têm pouca noção dos direitos humanos e trabalhistas, o que os torna vulneráveis e suscetíveis a uma possível exploração laboral por outros indivíduos. Dessa forma, levando em conta que, de acordo com o Ministério da Educação, existem cerca de 11,5 milhões de analfabetos no Brasil, há uma grande possibilidade de que esses cidadãos realizem trabalhos escravos sem saberem, o que é muito preocupante.
Portanto, tendo em vista os aspectos abordados sobre a falta de fiscalizações e a baixa escolaridade dos cidadãos, é preciso que medidas sejam tomadas. Cabe ao Governo Federal, como instância máxima de poder do Brasil, investir na fiscalização trabalhista por intermédio da contratação de profissionais aptos a identificar situações laborais adversas para que, dessa maneira, o trabalho escravo diminua. Além disso, é necessário que a Mídia, grande difusora de informações, conscientize os indivíduos sobre os seus direitos trabalhistas por meio de campanhas publicitárias para que, assim, os cidadãos não sejam submetidos ao exercício laboral escravo.