O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/10/2020

A obra “1984”, de George Orwell, retrata a opressão do Partido, o próprio Governo, diante de seus cidadãos que trabalham para ele exaustivamente, além de serem vigiados o tempo todo. Fora da ficção, nota-se uma analogia diante da presença inconcebível da escravidão ainda no Brasil contemporâneo, pautada na herança colonial e busca por lucro.

A princípio, observa-se a falta de incentivos à inserção de ex-escravos na sociedade. Após 1888, com a sanção da Lei Áurea - que determinava a abolição da escravatura - nada foi feito aos escravos a não ser marginalizá-los, e isso nunca foi reparado. Nesse sentido, destaca-se que tal atitude contribuiu e ainda contribui para que gerações criadas nas periferias , sejam elas nas cidades ou no meio rural, busquem pelas últimas alternativas para sua sobrevivência: trabalhos indignos que os levam de volta à escravidão.

Outrossim, o imbróglio da escravidão contemporânea é incentivado por empresas brasileiras, sejam elas do ramo têxtil, agropecuarista ou de construção. Karl Marx define, com seu conceito de “mais-valia”, que o dinheiro ganho pelos trabalhadores é muito menor que o gerado pelo produto. Nesse contexto, configura-se a exploração de pessoas por lucro. Logo, é indubitável que ao buscar pelo lucro acima de tudo, diversos empregadores exploram seus trabalhadores, e os sujeitam a situações que transpassam sua liberdade e dignidade.

Destarte, medidas se fazem necessárias para combater a problemática. Para tanto, o Ministério do Trabalho é responsável por garantir os direitos dos trabalhadores do Brasil.  Nesse sentido, tal ministério em parceria com cooperativas deve criar projetos de remanejamento dos trabalhadores já resgatados. Além disso, deve criar leis de cotas de baixa renda para empregos. Desse modo, a exploração do trabalhador brasileiro, como a de “1984”, poderá ser mitigada no que tange à reparação história e o apoio dos trabalhadores.