O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/10/2020
Em “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais MC’s mostra-se o cotidiano dos moradores de comunidades durante os anos 2000 no Brasil. Uma das temáticas é o emprego que, não importando as condições trabalhistas ilegais, é aceito. Fora do livro, sabe-se que neste País, onde houve cerca de 300 anos de escravidão, faltam políticas vigilantes e trabalhistas, a fim de que situações análogas a escravidão sejam cessadas.
Durante a década de 40, sancionaram-se decretos que delimitaram os empregados em situações de trabalho escravo e a punição de seus empregadores, no entanto estas leis não foram suficientes para o fim de infrações. Haja vista que, as fiscalizações e documentação dos empregados é deficitária, abrindo portas, portanto, para fraudes e crimes. Segundo Freud, “A civilização não suprime a barbárie, aperfeiçoa-a”, embora hajam leis trabalhistas, é função unânime do Estado a fiscalização.
Por outro lado, a imigração de pessoas em busca de emprego fez com que estes aceitassem reles trabalhos, em fábricas têxteis, empregos ambulantes etc. Evidenciando a falta de políticas de inclusão de estrangeiros, por conseguinte estes indivíduos são marginalizados, em detrimento ao sonho de recomeço, outrora almejado. Segundo Padre Antônio Vieira, “A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor”, com a inclusão de imigrantes, marginalizados e famílias de baixa renda, em centros de formação, empregos de baixa qualidade não teriam tamanho potencial de candidatos, em contraposições a oportunidades viáveis e legais.
É mister, portanto, que tomem-se providências para o impasse. A Polícia Federal, aliada ao Ministério da Educação, com verbas estatais, fortaleceria a fiscalização de companhias e o acesso a educação de qualidade com auxílio de ONG’s. A fim de que acabem situações trabalhistas ilegais, ao passo que estes indivíduos fossem integrados sem prejuízos em cursos profissionalizantes, outrossim, empregados legalmente posteriormente. Desta forma, espera-se que o trabalho escravo contemporâneo finde.