O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/11/2020
O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir a escravidão, que ocorreu em 13 de maio de 1888, dia em que a Lei Áurea foi sancionada. Entretanto, o trabalho escravo ainda é uma realidade para milhares de trabalhadores, notada principalmente nas áreas rurais. Diante deste cenário, as pessoas em situação de vulnerabilidade são mais suscetíveis ao aliciamento, e assim, tornam-se vítimas da super exploração da mão-de-obra.
A priori, os aliciadores aproveitam da vulnerabilidade das pessoas pouco instruídas e de baixa renda para enganá-las, ao prometer melhores condições de trabalho e uma boa remuneração. Nesse sentido, um estudo realizado pela ONG “Escravo, nem pensar!”, estima que 42% das vítimas são analfabetas e 30% concluíram, no máximo, a primeira fase do ensino fundamental, reforçando a fragilidade socioeconômica em que alguns vivem.
Por conseguinte, os aliciados deparam-se com condições degradantes de trabalho forçado, incluindo violência física e psicológica; jornada exaustiva e, muitas vezes sem remuneração. Desse modo segundo o Índice Global de Escravidão 2018, no Brasil, são quase 370 mil pessoas submetidas a atividades análogas à escravidão espalhadas espalhada entre o estado da Bahia, Pará, Minas Gerais e Piauí.
Portanto, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve por meio da educação, promover a prevenção pelo método informativo e, por intermédio do associativismo e cooperativismo, gerar renda dentro das comunidades carentes e dentro das zonas rurais, dando-lhes acesso a terras. Desta forma, será possível a erradicação do trabalho escravo no Brasil. Só então estaremos livres da herança do antigo regime.