O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 27/10/2020
No período de colonização do Brasil, escravos eram utilizados, fossem africanos ou os próprios nativos, para trabalharem em colheitas e em casas de portugueses que vinham em busca de uma nova vida. Contudo, apesar de citado no passado do país, ainda há a utilização de pessoas como cativos do trabalho, principalmente por empresários que buscam por uma mão de obra barata, por conta do capitalismo vigente.
Em primeira análise, segundo uma pesquisa da ONG Repórter Brasil, a maioria dos empregadores de trabalho escravo no Brasil são médios e grandes proprietários que moram no sudeste, mas possuem terras no Nordeste do país, local onde as pessoas se tornam cativas. Tal dado apresenta o planejamento desses “empregadores” em utilizar uma mão de obra quase gratuita ao não ofertar condições humanas de trabalho, indo contra ao Artigo 149, mesmo que estes tenham noção do crime cometido.
Apesar disso, há movimentos sociais que tentam diminuir essa exploração, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a ONG Repórter Brasil, de acordo com a Revista Katálysis. Porém, com as dificuldades geográficas e com a falta de fiscalização governamental se torna difícil que elas possam realizar seu trabalho em totalidade, sendo que apenas uma parcela acaba recebendo o auxílio desses movimentos e outra acaba se tornando invisível.
Portanto, com a utilização de mão de obra escrava é possível notar o retrocesso social que o país se encontra. Tendo em vista a diminuição desse tipo de trabalho, o governo, em conjunto com os agentes já existentes que vão contra essa prática, devem fiscalizar com maior rigor as regiões brasileiras, principalmente as que já reportaram casos, como o Nordeste, por meio de uma abertura midiática para denúncias e também por um rigor nas leis de trabalho, para que assim a escravização de pessoas seja extinta do Brasil.