O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/10/2020

A escravidão no Brasil esteve presente desde a chegada dos portugueses. Durante 388 anos, milhares de homens, mulheres e crianças foram forçados a trabalhar até que seu corpo chegassem ao limite. Porém, infelizmente, é comum jornais e outros  veículos de mídia divulgarem relatos de trabalho escravo em algumas regiões do país, usualmente tais denúncias estão associadas à funções no campo, e envolvem um esquema complexo feito para enganar as pessoas vulneráveis e desempregadas.

Cerca de 85,6% das queixas sobre escravidão no Brasil estão relacionados a atividades no setor primário, como agricultura e mineração, segundo o Ministério do Trabalho. Privados de condições básicas, os indivíduos escravizados são obrigados a realizarem jornadas exaustivas, podendo chegar até 16 horas sem descanso, cansados e saturados, eles ainda habitam moradias precárias que muitas vezes não apresentam sequer eletricidade ou rede de esgoto, também há a falta de uma alimentação saudável que na maioria das vezes são as causas das doenças adquiridas pelos trabalhadores.

Além disso, 95% dos que são submetidos a está situação são homens, entre 18 e 44 anos, que são atraídos por meio de promessas falsas de emprego, como moradia e salário fixo. O processo de aliciamento é feito longe do suposto local de serviço para que as propriedades ao redor não sejam suspeitas em caso de denúncia, e por meio das dívidas acumuladas com os custos das passagens e a retenção de documentos as pessoas se veem obrigados a cumprirem os expedientes.

Em suma, torna-se crucial a melhoria no sistema de fiscalização e  na análise de denúncias feitas pelo  Governo Federal, por meio de investigações em propriedades suspeitas e afastadas de qualquer meio de comunicação externa ou posto policial . Dessa forma, será possível garantir que nenhum  cidadão brasileiro tenha seus direitos violados e sejam tratados de forma tão desumana.