O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 12/10/2020
As relações de trabalho, a intermédio da submissão, sempre coexistiram com a história da humanidade. Sendo assim, essa forma de exploração pode ser evidenciada através da escravidão de africanos em contextos colonialistas e imperialistas; e por fim, nas atuais condições precárias de trabalho - que possuem resquícios negativos desde a Revolução Industrial. Mediante a isso, essas relações de exploração são fenômenos de coerção que se evidenciam até a atualidade. Nota-se que este empecilho se demonstra por meio da ignorância das massas populacionais e a busca pela alta lucratividade de grandes corporações mediante à sujeição de seus contratados.
Em primeiro lugar, precisa-se mencionar a alienação da população diante das calamitosas condições de trabalho. Isso se torna - intrinsecamente - evidente no conceito de Fetichismo de Mercadoria de Karl Marx, no qual, o apreço pelo consumo do produto se torna tão satisfatório que toda a massa trabalhadora envolvida na confecção deste é ignorada - mesmo se esta estiver em condições de trabalho deploráveis -; pois o gozo de consumir é a condição principal. Na contemporaneidade, o ato de adquirir bens se torna mais expressivo (nas massas populacionais), o que coloca o indivíduo na condição de comodidade em relação ao trabalho escravo. Por conseguinte, em tempos hodiernos, essa situação não se altera, pois a sociedade não está disposta a se lapidar.
Ademais, o foco das grandes empresas é somente a lucratividade - sem se importar com seus contratados. Problema este adquirido mediante as novas relações capitalistas no mundo moderno: as vendas se tornaram globais, por isso, as indústrias buscam por uma massa trabalhadora abundante e com pouca proteção legislativa. No país (e no mundo), hodiernamente, isso se torna uma oportunidade para contratações irregulares que fomentam trabalhos precários - análagos a escravidão. Tudo isso é fruto de uma globalização perversa e o exacerbado consumismo inconsciente.
Em suma, para que problemas como este não passem por processos de ressurgência, é preciso que o setor Executivo crie uma ouvidoria pública, de fácil acesso, em todo território nacional, para denunciar e punir duramente todas as grandes empresas envolvidas em condições de trabalho precárias. Para assim, extinguir essa prática calamitosa e livrar os empregados desta condição. Dessa forma, trazer uma sociedade mais justa e menos coerciva - impulsionando condições de trabalho pleno.