O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/10/2020
Em 1888, no Brasil Império, foi assinada a Lei Áurea, a qual determinava oficialmente o fim da escravidão. Contudo, mesmo com essa lei, o trabalho análogo à escravidão persiste no Brasil contemporâneo, se caracterizando pela alta exploração dos empregados em troca de salários humilhantes. Desse modo, percebe-se que o problema está vinculado às escassas oportunidades de escolarização da população e ao predominante pensamento lucrativo dos empregadores.
A princípio, é válido destacar que, com oportunidades de escolarização limitadas, o povo tende a se submeter as poucas chances de emprego que são, normalmente, degradantes. Consoante à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), somente 21% dos brasileiros possuem nível superior completo. Nesse viés, vê-se que o índice populacional especializado é extremamente nefasto, fazendo com que a mão de obra barata seja predominante. Assim, essas pessoas são as que mais sofrem com as condições precárias de trabalho.
Outrossim, conforme as teorias do sociólogo Karl Marx, o trabalhador é visto, pelos donos dos meios de produção, apenas como uma ferramenta de lucratividade e, portanto, inferior à própria mercadoria. Sendo assim, é evidente que, com visões como essas, o lucro é a única parte importante e os trabalhadores se tornam apenas a forma de se alcançar isso. Analogamente, essa é a maneira mais frequente de pensamento dos exploradores que fazem com que a classe trabalhadora permaneça em atividade por longa jornadas, com baixa remuneração e sem direitos trabalhistas, algo presente no Brasil atual.
Portanto, é impreterível que subterfúgios são necessários para combater a escravidão na contemporaneidade. Logo, faz-se imprescindível que o Estado junto ao Ministério da Educação, por meio de programas de assistência estudantil, mostrem a importância da educação, criando projetos de ensino superior gratuito em áreas precárias onde o índice de escolaridade é pequeno, fazendo com que mais pessoas possam se especializar e garantir melhores empregos. Ademais, o governo deve criar canais de denúncias focados neste problema, como aplicativos que registrem de modo simples as acusações, para que assim o número de resgates aumentem e mais pessoas sejam libertas.