O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/10/2020
Em 1888, a Lei Áurea era assinada pela rainha Isabel e, com isso, a escravatura era abolida. Ao passe que o trabalho escravo é penalizado pelo artigo 149, que prevê reclusão de dois a oito anos e multa, muitos brasileiros e imigrantes residentes no Brasil são vítimas do trabalho análogo a escravidão: expropriados de sua liberdade e covardemente explorados.
O consumismo impulsionado pelas multinacionais e o excesso apego pelo material desumanizou os trabalhadores e provocou o processo contrário no produto. A compra sem a investigação favorece a exploração do trabalho, e a cegueira pela ânsia de possuir o material contribui com a escravidão contemporânea, na qual as empresas substituem o papel do “dono” e o ser humano é reduzido a produto e produtor. O consumidor, afinal, não somente enriquece as marcas globais com a compra do material, mas também com a falta de investigação acerca da atuação legal da empresa para com os trabalhadores.
Exemplo do citado acima é a permanência do grande espaço ocupado por grifes de moda no cenário nacional, como a Zara e a Amissima, ambas processadas por manter trabalhadores em situação análoga à escravidão. Visando a situação deplorável dos trabalhadores, estas marcas não deveriam possuir o prestígio social e econômico que detém mesmo após os escândalos em que estiveram envolvidas.
Portanto, é de se concluir que a escravidão continua sendo um problema mesmo após 140 anos da abolição. E tendo em vista que este é um problema de empresas, o povo brasileiro, após passar por campanhas de conscientização providas pelo governo ou marcas que tem fiscalização intensificadas em suas filiais, como a Adidas, deve fazer a investigação do local e marca de que consome e cobrar por investigações e comunicação da própria empresa. Um aplicativo para smartphone que visa comunicar o consumidor acerca da responsabilidade das produtoras é o Moda Livre, que notifica a fiscalização das empresas em suas bases de produção e distribuição, favorecendo um consumo mais responsável e, até mesmo, sensível.