O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/10/2020
Desde a formação do Brasil, a escravidão se enraizou no cenário brasileiro e, com isso, os cidadãos escravizados advindos de outras localidades, como exemplo, a África, eram explorados fisicamente para servirem as vontades dos colonizadores por meio da sua mão de obra. Estabelecendo um paralelo entre o século XV e o século XXI, entende-se que o trabalho escravo ainda persiste. Dessa maneira, é necessário discutir a problemática, a qual tem como causas a desigualdade social e o déficit em fiscalizações.
Primordialmente, o baixo nível de escolaridade por parte da população carente é um impasse, porque dificulta que este grupo seja colocado em cargos com uma remuneração justa e com garantias trabalhistas. Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou que a taxa de desemprego nacional chegou a 11,6% e, consequentemente, o público menos favorecido teve que ingressar na informalidade e se submeter a trabalhos com mal remuneração e longas jornadas de trabalho, afim de garantir o sustento familiar. Como também, as crianças que vivem em cenários em que são privadas do acesso à educação, podem vir a ter menos possibilidades de empregos formais no futuro e, assim, a situação constatará que o ciclo persiste e dificultará a ascensão social.
Outro pronto relevante, é o destaque a insuficiência na gestão de fiscalizações, a qual favorece a escravidão moderna. Nesse sentido, os cidadãos que estão exercendo suas funções em trabalhos que estão em desacordo com as garantias prevista nas Leis Trabalhistas, acabam não tendo acesso, ou até mesmo não sabem como denunciar a empresa e, por isso, o impasse continua. Isso porque, quando esses indivíduos não recebem um atentamento por parte dos fiscais, os quais deveriam fiscalizar as empresas públicas e privadas para divulgar e orientá-los sobre os direitos vigentes na Lei e o local de denúncia, respectivamente, o resultado da não aplicação desses itens tende a insegurança trabalhista. Desse modo, o corpo social fica impossibilitado de questionar sua situação, isto é, pois não tem apoio de quem deveria estar orientando-o e assegurando o bem-estar da esfera profissional.
Depreende-se, portanto, a urgência em conter o avanço do trabalho escravo no Brasil atual. Posto isso, é crucial que o Ministério da Educação promova em escolas de rede pública, a campanha que preze pela aproximação e reaproximação dos estudantes menos favorecidos, principalmente, para o leito escolar, com o fito de educá-los e, objetivando, através desta oportunidade romper com a desigualdade de classes que assola o País. E, isso é importante, porque a garantia de uma educação de base e profissionalizante, proporciona melhor entendimento sobre os direitos do cidadão, bem como pode garantir um emprego seguro, distante da exploração e, sendo assim, fortalece o avanço social.