O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/10/2020
Na obra de Chaplin, Tempos modernos, é criticado o sistema exaustivo e precário de trabalho, durante a segunda revolução industrial. Porém, essa situação degradante, presente em outros momentos da história, se estende até o momento. É notório que o trabalho forçado aflige muitos brasileiros, trazendo consequências negativas a sociedade e, é de suma importância, se entender as raízes do problema e os motivos para que persista até hoje.
Em primeira análise, deve-se recorrer ao passado histórico nacional, marcado pelo colonialismo e, consequentemente, pela escravidão. Tanto os negros trazidos forçadamente da África, cerca de quatro milhões segundo o IGBE, quanto os nativos do país foram submetidos ao trabalho forçado. Embora tenha sido abolido pela Lei Áurea, hoje, muitos trabalhadores, principalmente do setor agropecuário e têxtil, são atraídos por propostas ilusórias que, num primeiro momento parecem benéficas, porém, ao chegarem no local de trabalho, se percebem diante de condições irreais, análogas a escravidão colonial.
Entretanto, muitos fatores podem ser protagonistas da situação atual. A vulnerabilidade econômica estimula as pessoas a trabalharem desde jovens, para ajudar na renda familiar, sendo o trabalho infantil e a falta de alfabetização, propulsores para que aceitem empregos em que seus direitos não são resguardados, mesmo previsto por lei, na constituição de mil novecentos e oitenta e oito. Além disso, a irresponsabilidade de muitas empresas, que não procuram entender a procedência de seus produtos, estimula mercados de trabalho ilegais, como é mostrado no documentário “O lado negro do chocolate”, em que é denunciado o trabalho infantil nas plantações de Cacau na Costa do Marfim.
Diante disso, é inegável que o trabalho escravo se mostre ativo na sociedade moderna brasileira. É necessário que sejam feitos programas de conscientização pelo Ministério Internacional do Trabalho, junto a mídias, que informem os direitos dos trabalhadores, para que possam diferenciar o trabalho legal da exploração mostrada nas obras de Chaplin.