O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/10/2020
Durante o Segundo Reinado brasileiro era comum a escravidão por divida dos imigrantes europeus nas plantações de café. Semelhante a essa época,segundo a Organização Internacional do Trabalho, no século 21, o trabalho forçado ainda está presente no Brasil,de modo a afetar principalmente as populações minoritárias -como os migrantes originários zonas rurais. Logo, fica evidente que a existência da escravidão no Brasil contemporâneo é um problema a ser combatido e que é fruto tanto da ineficiência das atuais medidas estatais de combate a tal male e quanto da ausência de melhores empregos para cidadãos marginalizados.
Em primeiro plano, o Governo brasileiro ,o qual é o responsável por solucionar esse problema, não está a tomar medidas efetivas contra a escravidão. De acordo com o filosofo iluminista John Locke, o qual é responsável por influenciar a estrutura política moderna, é dever do Estado efetuar o contrato social, no qual se encontra o diversos direitos- como a liberdade o emprego digno. Dessa forma, ao observar-se o atual cenário brasileiro, percebe-se que a pátria não está a cumprir as funções pensadas por Locke e ,enquanto a ineficiência no combate ao trabalho escravo for parte da realidade do Brasil,está problemática continuará a existir no país.
Em segundo plano, a ausência de melhores possibilidades de trabalhos gera um ambiente onde o indivíduo marginalizado -como os imigrantes originários do êxodo rural- tende a submeter-se a empregos escravos. Consoante ao sociólogo alemão Karl Marx, o proletariado vive em um contexto capitalista, no qual é obrigado a vender sua mão de obra em troca de sustento e ,consequentemente, encontra-se sujeito as condições de trabalho impostas pelo empregador. Desse modo, a falta de melhores opções de ofício os desempregados mais suscetíveis a optar por trabalhos escravos, a fim de obter o próprio sustento ou de sua família.
Portanto, é indubitável que a escravidão no brasil continuará a existir enquanto o Estado não tomar medidas efetivas em seu combate. Visto isso, cabe ao Governo Federal e aos Municípios brasileiros ,por meio da criação de um novo órgão governamental responsável por combater o trabalho forçado, fiscalizar as condições de ofício presentes no país e multar as irregularidades, no intuito de reduzir o número de cidadãos que estão presos a essa situação precária de emprego. Assim, através dessa medida, o Estado conseguirá combater tal problemática e ,finalmente, cumprir com a sua parte do contrato social idealizado por Locke.