O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/11/2020

O Brasil, um país que se consolidou com base na mão de obra escrava de negros e indígenas, durante o período colonial, só teve seu fim em 1888, com a Lei Áurea, que libertou todos os escravizados. Contudo, na atualidade, o trabalho análogo a escravidão ainda persiste, já que com a grande desigualdade social e as novas configurações de trabalho, colaboram para essa realidade cruel. Deste modo, é de extrema necessidade a comoção do Governo para reverter essa problemática.

Em primeira análise, vale ressaltar a inconformidade na sociedade e a concentração de renda, já que o Brasil é o 7° país mais desigual do mundo, segundo dados do Uol.  Com isso, a parcela da população menos abastada de dinheiro está mais suscetível a piores condições de vida, dentre elas, até mesmo de trabalho, com longas cargas de trabalho, pouca remuneração e sem seus direitos garantidos por lei. Dessa forma, esse grupo vulnerável, se dispõe a essa situação por sobrevivência, haja vista que com a ausência de escolaridade e oportunidades, esse tipo de trabalho torna-se sua única opção.

Além disso, com a criação da Uber, e com a falsa ideia de autonomia aos trabalhadores, esse novo modelo de aplicativo se popularizou, formando assim, uma nova condição de trabalho, a Uberização. Devido a essa atual configuração, cria uma relação sem vínculo empregatício, que desfavorece os prestadores de serviços, visto que a empresa não tem nenhuma obrigação com eles. Logo, os trabalhadores de aplicativos tendem a ter uma grande jornada de trabalho, ultrapassando às 8 horas diárias, sendo assim, a escravidão moderna.

Portanto, ao se considerar a situação presente, cabe ao Estado em parceria com as instituições de ensino fornecer qualificação de todos os seus alunos, por meio de cursos profissionalizantes que serão ofertados no ensino médio, com intuito de preparar toda a sociedade para o mercado de trabalho. Consequente, irá influir na diminuição dos índices de trabalho análogo a escravidão e a na ascensão social de camadas mais pobres.