O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/10/2020

A história de Pindorama é calcada sobre o trabalho escravo e tem início nos tempos coloniais, época em que a mão de obra escrava alimentava as principais atividades econômicas da colônia. Após alguns séculos, diante a pressão britânica sobre o império luso-brasileiro, foram estabelecidos alguns decretos que culminaram na abolição com a Lei Áurea de 1888. Todavia, apesar da proibição e posteriormente as leis trabalhistas de 1930, a exploração perpetuou em razão da desigualdade social e o déficit na fiscalização.

Decerto, a baixa instrução educacional das populações carentes dificulta a sua ascensão social e prejudica a possibilidade ocupar um alto cargo; De acordo com o IBGE, cerca de  6,8% de pessoas acima dos 15 anos são analfabetas. Com isso, esses indivíduos são forçados a se submeter a condições análogas ao sistema escravista colonial para garantir a sobrevivência familiar.

Ademais, em 1995 o Brasil passou a reconhecer oficialmente a existência do trabalho forçado no âmbito nacional, e adotou medidas que libertaram aproximadamente 50 mil pessoas submetidas a situações insalubres de trabalho, conforme o Ministério do Trabalho. Porém, devido a baixa visibilidade que o assunto recebe, a fiscalização e as denúncias tornam-se mais escassas.

Assim, são necessárias medidas que combatam o trabalho escravo.  Dessa forma, cabe a imprensa, veiculada a propaganda digital, escancarar a situação escravista que muitos trabalhadores estão submetidos e auxiliar nas denúncias. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho, fornecer empregos de forma semelhante ao Departamente Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), e em parceria com grandes empresas oferecer cursos profissionalizantes gratuitos para a população de baixa renda a fim de qualificar a mão de obra. Logo, minimizar-se-ia a exploração trabalhista.