O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/11/2020

O filme Tempos Modernos, nos apresenta a vida de um trabalhador em uma fábrica, o qual sempre faz a mesma função incansavelmente em situações precárias para sobreviver. Ao refletir a respeito do trabalho escravo no Brasil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude das mudanças causadas pelas revoluções industriais, transformando assim a vida do trabalhador. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber que a partir dos processos de revolução industrial a forma de produção mudou. Diante disso, atualmente nota-se principalmente a Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Informacional, pois se observa a modernização da indústria. De maneira análoga, identifica-se apesar de todas as mudanças no âmbito do trabalho, há também nas relações, pois o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Em suma, de acordo com o filósofo Bauman, há uma liquidez nas relações e principalmente um consumismo desenfreado, isto é, acarretada na super produção, consequentemente no trabalho escravo com horas de jornadas exaustivas e salário mínimo inadequado.

Desse modo, a nova forma de produção escravista provoca muitas consequências sociais, psicológicas e ambientais. A vista disso, nota-se de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) as pessoas que são submetidas a esse trabalho tem mais chances de desenvolver ansiedade e depressão. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo também para o meio ambiente, pois segundo a ONU aponta que, no setor da indústria, a queima de carvão para produção de energia, além do uso de solventes nas indústrias de químicos e minerais são os principais responsáveis pela poluição do ar.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que faculdades públicas em conjunto com empresas determinem medidas para a redução de gases poluentes, de modo que haja alternativas melhores para o meio ambiente, com o objetivo de que a poluição seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate as consequências psicológicas para os trabalhadores, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.