O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/11/2020

No século XIX, houve um avanço no pensamento filosófico e científico com o surgimento do Utilitarismo, doutrina defendida por Bentham e Stuart Mill, o qual beneficiou de forma imensurável a humanidade. Uma das principais premissas é a defesa de que ações devem produzir a máxima felicidade de forma coletiva sendo aplicadas em questões políticas, sociais e econômicas. No entanto, no Brasil atual, encontram-se situações antagônicas ao princípio do Útil como é o caso a persistência do trabalho escravo não só pelo preconceito enraizado, como também falta de ações do governo.

Antes de tudo, vale ressaltar o contraste entre o Utilitarismo e a atual conjuntura do país, uma vez que a exploração da mão de obra de pessoas de classe baixa desrespeita a igualdade e a equidade aos olhos da lei. A esse respeito, analisa-se que o expoente supracitado não é algo recente na humanidade, fato observado no período da mineração, contexto no qual a vulnerabilidade dos negros trazidos pelo tráfico era explorada para um trabalho degradante pela alta classe. Nesse contexto,  na atualidade, ainda contata-se esses atos, quando depara-se com serviços análogos a escravidão, consequentemente, o surgimento de doenças psicológicas como o suicídio, sendo assim, medidas são necessárias para combater a mazela social.

Ademais, convém frisar que esse fenômeno também é fomentado pela ineficiência do aparato estatal, à medida que a falta de fiscalização e de punição para combater o trabalho escravo permite que a minoria seja explorada de forma desumana. Sobre isso, o filme " A construção de Brasília" retrata a construção da capital, visando mudar o quadra arcaico do país para um modelo moderno com a capacidade de resolver obstáculos coletivos, no entanto, há conflitos de planejamento a respeito da proteção dos cidadãos brasileiros quando se refere na exploração trabalhista. Fica claro, então, que não basta ter um construções monumentais sem a efetiva aplicabilidade da Constituição Cidadã na proteção e na defesa do proletariado para combater a exclusão socai.

Portanto, políticas públicas voltadas ao combate do trabalho escravo no país carecem de aplicabilidade. Nesse lógica, é imprescindível que o Estado erradique qualquer tipo de descriminação que permaneça na sociedade, através do Ministério da Educação, implementando, nas bases curriculares, disciplinas que debatam sobre cidadania e direitos humanos. Assim, por intermédio da Sociologia, traga sempre o surgimento da escravidão e os aspectos degradantes para o homem, com o intuito de trazer a história para o presente para não ser repercutida e formar futuros cidadão mais éticos. Além disso, cabe ao governo, por meio do poder legislativo, aplicar leis e fiscalizações mais rígidas a denúncia de trabalho escravo, objetivando aplicar de forma efetiva o utilitarismo na atualidade.