O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/11/2020

De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, “É dever do Estado cuidar de seus filhos”. No entanto, ao observar os inúmeros casos de pessoas que se encontram em condição análoga a escravidão, percebe-se que a premissa não está sendo colocada em prática. Assim, tendo em vista que, essa realidade decorre da grande desigualdade social e pouca fiscalização, e caracteriza o Brasil como um país retrógrado, fica claro quão relevante é discutir tal tema.

Em primeiro lugar, convém ressaltar que, cenários de trabalho semelhante a escravatura não é algo atual. A título de exemplificação, pode-se citar a Revolução Industrial, período em que indivíduos eram submetidos à longas jornadas de serviço, condições precárias de higiene e baixos salários. Contudo, mesmo com os avanças ocorridos desde o século XVIII, essa modalidade continua sendo tangível, uma vez que o governo não proporciona uma vistoria eficaz nos ambientes de laboração. Ademais, as poucas informações acerca desse fato impede que denúncias aconteçam. Consequentemente, uma grande parcela da população vive em situação instável e insatisfatória.

Outrossim, conforme afirmou o escritor Antônio Lobo, “Um povo que lê nunca será um povo escravo”. Desse modo, a alta disparidade social gera um quadro de baixa escolaridade e alfabetização. Logo, cidadãos carentes são impossibilitados de conseguirem trabalhos que valorizem o bem-estar e qualidade de vida. Por conseguinte, veem como única saída para sustentação de suas famílias os empregos escravista, onde são sujeitados à circunstâncias degradantes.

Dessarte, medidas são necessárias, com o propósito de mitigar o impasse. Para tanto, urge que o Ministério do Trabalho promova uma fiscalização árdua e regular dos locais de ofício, além de aumentar a divulgação sobre o problema, a fim de que todos tenham noção da gravidade e denunciem, garantindo assim que a escravidão não seja uma constante. Paralelamente a isso, em parceria com o Ministério da Educação, podem desenvolver e disponibilizar curso profissionalizantes gratuitos para a população carente, com intuito de oferecer outras alternativas e permitir que eles alcancem serviços melhores. Dessa maneira, será possível ter uma nação que aponta para o desenvolvimento.