O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/11/2020
O filme, Tempos Modernos, relata a vida de um trabalhador em uma fábrica, o qual sempre faz a mesma função incansavelmente, características da Primeira Revolução Industrial, em situações precárias para sobreviver. Ao refletir a respeito do trabalho escravo no Brasil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude das mudanças causadas pelas Revoluções Industriais, transformando assim, a vida do trabalhador. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber que, as transformações ocasionadas pelas Revoluções Industriais refletiu nas relações humanas. Diante disso, nota-se que o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. De maneira análoga, o filósofo Bauman diz que há uma liquidez nas relações sociais, uma vez que as relações econômicas foram sobrepostas, isto é a Modernidade Líquida. Em suma, o autor relata que o consumismo é cada vez mais nessa sociedade, pois evidencia as relações superficiais, além do estímulo a super produção, consequentemente, no trabalho escravo com horas de jornadas exaustivas e salário mínimo inadequado.
Desse modo, a nova forma de produção escravista provoca muitas consequências sociais, psicológicas e ambientais. A vista disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as pessoas que são submetidas a esse trabalho possuem mais chances de desenvolver ansiedade e depressão. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo também para o meio ambiente, pois segundo a Organização das Nações Unidas, aponta que no setor da indústria, a queima de carvão para produção de energia, além do uso de solventes nas indústrias de químicos e minerais são os principais responsáveis pela poluição do ar.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que faculdades públicas em conjunto com empresas, determinem medidas para a redução de gases poluentes, de modo que haja alternativas melhores para o meio ambiente, com o objetivo de que a poluição seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate as consequências psicológicas para os trabalhadores, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.