O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/11/2020

Winston Churchill, Primeiro Ministro da Inglaterra durante a segunda guerra mundial, se atentou para as condições trabalhistas oriundas do conflito armado, criando programas de amparo social. Nesse contexto, evidencia-se que no século XXI ainda existe trabalho escravo no brasil contemporâneo. Com efeito, diversos fatores colaboram para a problemática, dentre os principais, destacam-se: a desigualdade social e a ausência do estado.

Em primeiro lugar, a sociedade brasileira está passando pela Quarta Revolução Industrial, que apesar dos benefícios da tecnologia, aumenta a desigualdade social. Nesse sentido, os trabalhos automatizados entraram nas fábricas de produção, demitindo milhões de brasileiros. Assim, a população economicamente ativa (PEA), que precisa sustentar suas famílias, passou a trabalhar sem carteira assinada, perdendo seu direitos trabalhistas criado pelo ex-presidente Getúlio Vargas.

Ademais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) declarou que o Brasil em 2017 alcançou a marca de 1.5 milhões de pessoas em situação análoga à escravidão. Além disso, existem os trabalhadores “invisíveis”, que não é descoberto e contabilizado devido a extensão territorial do Brasil, e sofrem com a falta de direitos trabalhistas. Evidencia-se, portanto, que a ausência do Estado em fiscalizar e amparar os cidadãos em vulnerabilidade social incentiva o desrespeito aos direitos humanos.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para diminuir o impasse. Para isso, urge que o Ministério do Trabalho (MT) aumente o efetivo de agentes que fiscalizam e cuidam dos direitos trabalhistas, por meio de concursos públicos. Dessa forma, é possível inibir e acabar com os empresários que insistem em se aproveitar da desigualdade social para lucrarem em cima dos cidadãos. Por fim, com mais agentes fiscalizadores, é possível combater o trabalho escravo no Brasil, assim como o Winston Churchill fez na Inglaterra do século XX.