O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/11/2020
Após séculos de sofrimento, em 13 de maio de 1888 perante a Lei Áurea, chega ao fim a escravização no Brasil. Porém, mesmo passado tanto tempo desde a abolição da escravidão, a sociedade brasileira ainda enfrenta a prática de trabalho escravo. Dessa maneira, a desigualdade e a miséria favorecem para o aumento de servidão no país.
A princípio, a desigualdade é a diferença existente entre as classes sociais, levando à uma vida de luta cidadãos com baixa renda. O Art. 6° da Constituição, garante a todos o direito à alimentação, segurança, trabalho, assistência aos desamparados e dentre outros. Ainda assim, não é apenas pela escassez de liberdade que faz um trabalhador escravo, pois todo indivíduo nasce com direito à mesma dignidade. De acordo com, uma representante do FEPETIMA, afirma “O maior número de pessoas possível deve ver ‘Precisão’, porque quando se fala de trabalho em condições análogas à escravidão, muita gente diz: isso não existe, foi erradicado. Quando vemos um documentário desses, vemos o quanto é possível um ser humano tratar o seu igual, outro ser humano, de uma forma tão degradante”.
Vale também ressaltar que, o baixo fomento ao combate à miséria é obstáculo para aumento da renda do trabalhador em buscar de uma vida melhor. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a grande maioria dos brasileiros em situação de extrema pobreza e de analfabetismo é composta pela população influenciada pela cultura escravagista. Além disso, várias pessoas por não terem uma boa qualidade de vida, vão em busca de um emprego melhor e se deparam com uma oferta generosa e com boas intenções. Porém, logo depois percebem que foram enganadas, sem condições de voltar para casa e se sustentar, são forçadas a trabalhar com uma jornada exaustiva e sem o direito a uma boa moradia.
Evidencia-se, portanto, que a confederação e as organizações cooperem para minimizar os casos de trabalhos escravos. Cabe a Oxfam Brasil, responsável por soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça, combater esse desequilíbrio por meio de campanhas com visitas as localidades desamparadas. Ao SESEP, órgão responsável por gerenciar o Plano Brasil Sem Miséria, promover formas de contribuições as pessoas necessitadas, pressionando o Ministério do Trabalhador a cumprir seu dever de geração de emprego e renda e de apoio aos trabalhadores brasileiros. Com isso, o país contribuirá para que o trabalho escravo deixe de prosseguir e fornecendo uma melhor qualidade de vida a população.