O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/11/2020

Na década de 1930, foi criada, pelo até então presidente da república Getúlio Vargas, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Essa lei consiste em direitos reservados à trabalhadores, que antes disso exerciam longas jornadas diárias de trabalho e sem período de férias, não tinham carteira assinada e nenhum tipo de auxílio que após a CLT passaram a ser concedidos pelas empresas.  No entanto, ainda se vê na sociedade brasileira contemporânea diversas pessoas que trabalham em condições precárias e sem o mínimo amparo, situação causada principalmente pela exploração oriunda das grandes empresas e o descaso do governo com a população na base da hierarquia social.

Em primeiro plano, não é novidade que os brasileiros sofrem com abusos excessivos em diversos setores, que vão da indústria têxtil até os trabalhadores de serviços de entrega. Porém, a supracitada situação não é exclusiva do Brasil, pois, como é possível observar no documentário “O verdadeiro custo”, no qual retrata a dura realidade de trabalhadores por trás da indústria da moda, os países subdesenvolvidos e emergentes tendem a ter mão de obra barata, de modo a atrair a atenção das multinacionais. Ou seja, a população é tratada como alvo fácil de grandes corporações, visto que podem produzir muito por um valor extremamente baixo, e na maioria das vezes com poucos ou até mesmo nenhum direito trabalhista, o que implica em uma condição análoga a escravidão, enquanto os respectivos proprietários se tornam possuidores de todo o lucro.

Ademais, outro fator contribuinte para a desvalorização dos subalternos que tem influência direta na exploração citada anteriormente é o próprio governo, que além de não fornecer nenhum tipo de suporte, trata como inexistentes os cidadãos vulneráveis. Esse cenário acarreta a falta de oportunidades e de qualquer tipo de melhoria que poderia ser cedida pelo Estado, que ao invés de ajudar os que precisam a prosperar, apenas age de acordo com as vontades dos detentores de riqueza, ampliando ainda mais seus privilégios. Assim, os recursos que restam para o povo é aceitar trabalhar em circunstâncias deploráveis e sem amparo algum na tentativa de conseguirem ao menos sobreviver c

Portanto, pode-se constatar que os problemas discutidos são motivados principalmente pelos grandes empresários e pela falta de cuidado do governo para com a população pobre. Logo, com o objetivo de diminuir os impasses, é necessário que o governo federal, por meio do Ministério do Trabalho, insira leis que proíbam as empresas, caso descumpram as leis trabalhistas, de empregarem pessoas e ao mesmo tempo criem mais empregos, para que ninguém precise recorrer a essas formas de serviço e consigam se manter e usufruir de todos os recursos que são seus por direito. Assim, será possível gradativamente assegurar aos empregados uma condição de vida melhor.