O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/11/2020
A modernização da escravidão e seu impacto na cultura brasileira
O trabalho escravo não se limita somente ao serviço forçado sem remuneração, que se ocorre desde o século XVI no Brasil. Condições precárias de trabalho, insuficiência salarial e abuso aos funcionários também pode caracterizar isso. A mão de obra escrava ocorre em centros urbanos, em pequenas cidades do interior e até mesmo em espaços agrícolas, e é necessária maior atenção do governo para esses casos.
No Brasil, já existem leis vigentes que proíbem estas práticas, no entanto, a fiscalização muitas das vezes se limita a estes quesitos. Poucas empresas passam por esta inspeção de ambiente de serviços, o que acaba dificultando a identificação dessas infrações. Até mesmo em outros países, como nos Estados Unidos, ocorre o termo norte-americano “crunch” ou “crunch time”, que é quando uma empresa força seus funcionários a fazerem hora extra sem remuneração, até que um produto seja entregue. Nesse caso, o Brasil não fica longe, podemos não conhecer por esse termo, mas muitas fábricas ou empresas adotam este tipo de atividade quando há grande demanda no mercado, embora isso se configure como serviço escravo, mesmo que parcial. Deve-se salientar que o trabalho escravo afeta a economia do país, visto que, não sendo legalizado, a mão de obra escrava não gera economia para o país, quando os trabalhadores não recebem salário.
Dado isso, conclui-se que, com a ausência de atenção do governo a esses casos, criando órgãos fiscalizadores especializados e também, com a atual pandemia impactando a economia, ocasionando uma carência de emprego notável, a escravidão ainda se mantém presente no nosso país, porém agora modernizada. É importante nos atentarmos a essas questões, para que possamos juntos encerrar as atividades forçadas pelos múltiplos setores onde ela existe, e mudar cada vez mais essa realidade.