O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/11/2020

No Brasil Colonial, a mão de obra predominante era a escrava. Esta composta por africanos trazidos dos seus países de origem até o Brasil, sendo submetidos a um trabalho braçal e abusivo. Entretanto, em 1888, essa situação começou a melhor com a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, que extinguia o trabalho escravo. Não muito diferente, no Brasil contemporâneo, ainda encontramos formas de trabalhos que se assemelham a escravidão, o que é um problema.

Desde a assinatura da Lei Áurea, os brasileiros vem garantindo seus direitos. Porém, ainda encontram-se formas de trabalho escravo no país, como houve em São Paulo. Uma fiscalização do Ministério do Trabalho de São Paulo, identificou estrangeiros, na maioria filipenses, sendo escravizados nos próprios locais de trabalho. Este se configura como um esquema de agências de emprego que atuam nos países asiáticos para trazer até o Brasil mão de obra barata, semelhante ao que acontecia no período colonial, onde os africanos eram trazidos ao Brasil para serem escravizados.

Contudo, existem outros modos de trabalho escravo que são camuflados. Jornadas de trabalho excessivas e uma má remuneração são exemplos desse tipo de trabalho. Pode-se relacionar à esse impasse, o baixo nível de escolaridade dos que sofrem com isto, uma vez que, cerca de 32% dos escravizados são analfabetos e 39% estudaram até o quinto ano. Com o crescimento das indústrias, a busca por mão de obra barata tem se tornado cada vez mais frequente, tomando como solução o uso da mão de obra escrava.

Dada a complexidade do problema, é fundamental que o Ministério de Trabalho realize amplas fiscalizações no mercado de trabalho, a fim de assegurar os direitos dos cidadãos de liberdade. Também é importante que a Policia Federal investigue com mais rigor os esquemas clandestinos que trazem indivíduos de outros países para serem escravizados no Brasil. Ademais, como boa parte dos escravizados possuem baixo nível de escolaridade, o Governo deve investir mais no sistema educacional, principalmente no ensino fundamental, pois é onde está sendo formado o senso crítico dos alunos, abrindo suas mentes e formando mão de obra qualificada para o mercado de trabalho.