O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/12/2020

A “enraização” de problemas

Por pressão dos países industrializados, o Brasil assinou a Lei Áurea em 1888, essa tornou a escravidão um crime, o país foi o último a abolir a escravidão negra. Desta forma, ele abriu portas para as multinacionais e o grande número de empregos, entretanto a população insiste em um preconceito enraizado, acreditam em superioridade e autoritarismo baseado na renda e profissão, e isso resultam em injúrias com os próprios funcionários.

Primeiramente, observa-se um grande número desses trabalhos não valorizados nas indústrias têxtis. Isto é, o mundo da moda que se descreve tão delicado e como sinônimo de beleza é um ambiente de muitas imperfeições. Pesquisas mostram mais de 119 marcas de roupas com a presença de trabalho escravo, entre esses fatores há jornadas exaustivas em condições degradantes com pouca circulação de ar.

Assim como, acontece no interior de fazendas ou minerações, trata-se de um feudalismo moderno. Isto porque 95% desses trabalhadores são homens e refugiados que receberam propostas falsas para melhorar a condição de vida, e agora estão na situação de apenas realizar o serviço para saturar as dívidas (de transporte, moradia e alimentação que são inadequados) com os patrões.

Em síntese, percebe-se, que um dos movimentos que mais assombraram o país ainda acontecem, e tentam silenciar ao máximo. Entretanto, está na hora de mudar, por isso o Ministério Público do Trabalho deveria investir no projeto com nome “analise o seu produto”, no qual peças de roupas ou outras mercadorias venham na etiqueta ou embalagem um QR Code que direciona às pesquisas e vídeos sobre a produção da marca, a fim de que a diferença  comece no consumidor em não querer contribuir com esse abuso ao operário.