O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/11/2020
No filme cinematográfico “Baby Driver”, um jovem prestava serviços insalubres à uma facção sob ameaça de vida. Não obstante à ficção, muitos brasileiros submetem-se à rotinas inviáveis e mesmo que estes não sejam ameaçadas por terceiros, são coagidos pelas necessidades diárias. Nesse viés, tem-se a desvalorização histórica da mão de obra brasileira, bem como a baixa disponibilidade de emprego, como as mais contrastantes causas da escravização moderna, a qual é fator de degradação da qualidade de vida das pessoas.
A princípio, convém relembrar o cenário dos “Escravos de ganho”, no Brasil Império, no qual os escravizados trabalhavam de mercadores nas ruas a fim de gerar lucros aos seus donos. Na contemporaneidade, tal comportamento ainda é notório, uma vez que, muitas pessoas trabalham gerando renda aos empregadores, de forma exaustiva e não possuem remuneração proporcional ao valor de sua desenvoltura. Sob tal ótica, há a confirmação de que o trabalho brasileiro sempre foi depreciado. Outrossim, o índice de desemprego suborna os trabalhadores ao serviço abusivo, uma vez que a procura é maior do que a oferta no mercado de trabalho, muitos cidadãos são obrigadores a suportarem o trabalho que possuem. Assim, são necessárias atitudes que venham à controlar tal princípio causal.
Em consequência, há o constante desrespeito aos direitos humanos e trabalhistas dentro das relações empregatícias. A exemplar, no filme “Crô”, é narrada a história de mulheres escravizadas em uma fábrica de costura, em virtude das más condições de sobrevivência que tinham quando livres. Nesse aspecto, na realidade, muitos empregadores usufruem da fragilidade de seus empregados para abusar de seus serviços. Deste modo, torna-se impossível a estruturação de uma vida digna e boa, com muitas vezes a ultrapassagem de carga horária e a exigência de serviço em ambientes hostis: é debilitada a saúde física e mental do labutador. Nessa perspectiva, é essencial que medidas sejam adotadas para apaziguar tais efeitos.
Logo, com o fito de sanar tais danos: considera-se primordialmente, a educação como fator revolucionário indubitável. Assim, faz-se necessária intervenção estatal e educacional, através da criação de exemplares explicativos que ajudem na identificação do abuso de labuta, com palestras, propagandas televisivas e até mesmo campanhas virtuais. Deste modo, após irregularidades vistas, devem ser legalmente denunciadas, cabendo à justiça trabalhista a remediação da problemática. Culminando assim, na realização do emprego seguro e com qualidade de vida, findando ou reduzindo o escravismo contemporâneo.