O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/12/2020
Segundo filósofo contratualista John Locke, existem três pilares fundamentais para a manutenção do estado, estes devem ser assegurados a toda a população pelo governo, seriam esses pilares, o direito a vida, direito a propriedade e direito a liberdade. Registros de trabalho escravo no Brasil contemporâneo divergem com a filosofia de Locke, visto que o direito a liberdade não está abrangendo de maneira homogênea toda a população brasileira.
Em primeiro lugar, a medida que a sociedade se desenvolveu, a escravidão aos moldes imperiais também se modificou, formando oque está em vigência atualmente, a escravidão contemporânea. Em suma, esta variação da escravidão também funciona baseada em relações de poder, porém, modernamente, o empregado não está atado apenas ao empregador, mas também a todo um sistema capitalista de opressão que força o trabalhador a passar por situações ilícitas para garantir o salário no final do mês.
Outrossim, ainda persistem, não só no Brasil, mas também em diversos outros países, relações de trabalho no formato imperial, cujo empregador não fornece sequer condições básicas de vida a seus empregados. Recentemente, 19 trabalhadores foram resgatados em Minas Gerais em situação homóloga a escravidão vivida 300 anos atrás, conforme reportagem do Governo federal.
Por conseguinte, é imprescindível que o MT (Ministério do Trabalho) entervenha, reforçando as políticas fiscais em todo o país, por intermédio do poder judiciário, fiscalizando o cumprimento das normas necessárias. Como resultado dessa nova perspectiva, espera-se grande modificação nas relações de trabalho e nos indicativos de trabalho escravo no Brasil, a fim de assegurar a todos os direitos fundamentais, segundo Locke, para toda a população brasileira.