O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/12/2020
Durante a Revolução Industrial, a ideia de progresso, vinculado à necessidade de trabalho, fez com que vários direitos fossem negados aos operários, no intuito de ocorrer uma produção com o maior volume possível. Entretanto, as jornadas exaustivas e o retorno financeiro mínimo dialoga com uma problemática ainda vivenciada no Brasil: o trabalho escravo. Neste sentido, questões como a vulnerabilidade social e a ausência de fiscalização contribuem para essa permanência.
Em primeiro plano, vale salientar a vulnerabilidade social como colaborada nesse processo. Geralmente, situações de abandono estatal, como escolas e saúde pública precárias, resultam a necessidade da inserção no mercado de trabalho para a sobrevivência, o que causa uma exploração do trabalhador ainda maior. Desse modo, muitos se submetem a ficarem em fábricas ou plantações, por longas horas, para recebem centavos ao dia. Segundo a Organização Não Governamental Repórter Brasil, cerca de 32% dos escravizados são analfabetos, o que confirma a vulnerabilidade como fator de estímulo ao aliciamento dessas pessoas.
Outrossim, a falta de fiscalização adequada é nítida. Apesar de ocorrerem operações no combate ao trabalho escravo, em sua maioria, elas são pontuais e facilitam a atuação de exploradores, visto que a impunidade e a demora na resolução de casos facilita a perpetuação desse tipo de ofício. Conforme uma notícia do site G1, o número de operações e resgate ao trabalho escravo têm reduzido desde 2008, o que reforça tal negligência.
Portanto, persistir para que a população tenha seus direitos ofertados é necessário. Sendo assim, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Justiça, deve elaborar um plano de buscas constantes por trabalhos análogos à escravidão, por intermédio de denúncias anônimas, dados cruzados, vigilância constante em pontos estratégicos e punições exemplares aos exploradores, a fim de cumprir os direitos sociais. Ademais, ONGs devem ofertar cursos gratuitos de alfabetização e técnicos, por meio de programas itinerantes, a fim de gerar senso crítico social.