O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/12/2020
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito à liberdade e bem-estar social. No entanto, a escravidão contemporânea priva alguns cidadãos dessas regalias. Portanto, cabe analisar os motivos que fazem desse contexto uma realidade.
De início, é lícito postular que a persistência do trabalho escravo está ligada a negligência do Estado. Diante disso, segundo o filósofo brasileiro Mario Sergio Correta, a sociedade atual vive em uma cidadania obscena, na qual o governo e os indivíduos sabem da existência de um problema mas não fazem nada a respeito. Sob esse prisma, é certo afirmar que os três poderes não têm cumprido com sua obrigação, já que ainda são encontrados casos de escravidão no Brasil. Essa vicissitude decorre do fato de os governantes do país estarem mais preocupados com questões que vão beneficia-los. Consequência patente dessa realidade é o agravamento da reputação do país internacionalmente, que só piora, cada vez mais.
De outra parte, vale saliente que o indivíduo também tem grande parte da culpa. A par disso, consoante o sociólogo francês Gilles Lipovetsky, o mundo contemporâneo é necessário por valores hipermodernos, em que há o predomínio do individualismo. À luz dessa perspectiva, cabe pontuar que o valor moderno de pensar apenas no benefício próprio é o que sustenta a existência da escravidão, na medida em que o bem-estar do próximo não é uma preocupação. Isso ocorre devido a extremização dos valores capitalistas, nos quais o lucro e o acumulo de capital são prioritários.
Por fim, é inegável que essa problemática é um atraso para o país. À priori, ONG´S preocupadas com a existência da escravidão devem, através de campanhas publicitárias em TV´S e Outdoors, pressionar o poder executivo, a fim de obter dele ações afirmativas que resolvam o problema em questão. Ademais, a escola, como o importante papel da educação, tem a obrigação de ensinar a importância do respeito ao próximo, usando de palestras e debates, com o objetivo de criar uma geração que não cometa os mesmos erros das anteriores.