O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/12/2020

Há 133 anos atrás o Brasil Império abolia a escravidão. Um fato importantíssimo para a história brasileira, pois, além de influenciar o golpe da república, também foi um enorme passo para a construção de uma sociedade mais civilizada. Contudo, o problema não acabou no império, nem em seus períodos seguintes. A escravidão ainda persiste no Brasil. Mascarada e remodelada, o escravismo nos períodos contemporâneos aproveita de falhas na fiscalização e imigrantes em busca de emprego.

Em 1995 o governo brasileiro reconheceu, perante a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a persistência do trabalho escravo, tornando-se uma das primeiras do mundo. Desse modo, o Estado vem trabalhando em identificar e libertar cativos. Contudo, esse trabalho é dificultado devido às extensas áreas agrícolas de difícil acesso pela polícia federal, que, para conduzir uma operação dentro dos latifúndios, precisa de aporto legal. Outrossim, a entrada de imigrantes, que são facilmente persuadidos por falsas ofertas de emprego.

Em 2019 houve um intenso processo de debandada de venezuelanos de seu país de origem. Devido à alta inflação do peso bolivariano, diversos venezuelanos veem no Brasil uma oportunidade de emprego e melhores condições de vida. No entanto, ao chegar no Brasil são ofertados empregos fáceis, que na verdade são armadilhas para a escravização.Dessa forma, enquanto houver imigração, haverá escravismo.

Torna-se evidente, portanto, que a escravidão possui diversos agravantes e problemas para ser superada. Contudo, se a sociedade civil, influenciada pelo Ministério do Trabalho através de palestras em áreas de maior incidência, denunciar para a polícia federal as práticas de escravagismo presentes em suas redondezas, certamente haverá maiores identificações e libertações de cativos. Também é preciso atentar-se aos escravizadores, que devem ser punidos pela justiça federal, além de ter suas terras confiscadas, para que nunca mais tornem a cometer tal crime novamente.