O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/12/2020
Em 1888, devido à pressão inglesa e de movimentos aboliscionistas, foi sancionada a Lei Áurea, a qual aboliu a escravidão no Brasil. Embora o trabalho escravo tenha tornado-se ilegal, ainda existem pessoas exercendo esse tipo de serviço no país. Sobre essa perspectiva, seja pela busca da maximização dos lucros de forma irrestrita, seja pela desigualdade social presente no Brasil, o trabalho escravo é extremamente nocivo para a sociedade.
Dessa forma, é válido citar o sociólogo Karl Marx que, em sua teoria definiu a escravidão “indireta”, a qual caracterizava o trabalho realizado pelos operários nas fábricas durante a Revolução Industrial: excessivo e precário. Entretanto, esse tipo de situação não se restringe às fábricas do século XVIII. Hoje em dia, grandes empresas utilizam mão de obra escrava com a intenção de elevar seus lucros ao máximo - pois seu gasto com trabalhadores será mínimo. Além disso, a tolerância criminosa do Estado corrobora para essa prática no país, mesmo que isso custe a liberdade e a dignidade de uma pessoa.
Ademais, de acordo com o educador Paulo Freire a educação sozinha não transforma a sociedade, mas sem ela a sociedade não muda. Deste modo, o baixo nível de escolaridade de populações mais pobres no país faz com que essas não tenham a oportunidade de conseguir um emprego com qualidade e ascender socialmente, se sujeitando a trabalhos precários para sustentar sua família.
Portanto, torna-se evidente a importância do combate ao trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Dessa maneira, a fim de diminuir a desigualdade social e educacional no âmbito trabalhista, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério do Trabalho, devem promover programas educacionais para populações carentes voltados ao mercado de trabalho, como palestras e aulas extracurriculares. Espera-se com isso uma população mais preparada para o ramo de trabalho e assim, a escravidão no país tenda a diminuir.