O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/12/2020

Em consonância com o empresário norte-americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente à vigência do trabalho escravo, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além da ignorância das vítimas, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência da problemática, o que retarda o real progresso nacional, cenário a ser combatido de imediato.

Destarte, depreende-se que a nefasta configuração perpetuante, demarcada pelo trabalho escravo de vítimas desconhecedoras dos seus direitos, denota o retrocesso brasileiro na atualidade. Nesse contexto, pontua-se que o maranhense Aluísio de Azevedo, romancista da escola literária naturalista e autor do clássico “O Cortiço”, retrata, por meio dos personagens “João Romão” e “Bertoleza”, a exploração vigente no século XIX. Ao transcender o âmbito ficcional, é evidenciado o protagonismo do Brasil, último país ocidental a abolir a escravidão, em situações laborais degradantes, não raro, caracterizadas por rotinas exaustivas e pelo cercemento da liberdade. Tal ultrajante, e infeliz, realidade, majoritariamente, violenta o trabalhador que, desprovido da formação educacional conscientizadora, negligencia a prória dignidade.

Outrossim, a ineficiência governamental quanto à execução dos seus deveres também é focalizada como cerne da problemática. Nessa perspectiva, há uma incontrovertível retificação da Constituição Cidadã, promulgada em 1988 e vigorante na contemporaneidade brasileira, visto que a situação de exploração, análoga à escravidão abolida em 1888, perpassado o tempo, permanece vigente. Sob tal ótica, infere-se que o deletério sistema de fiscalização das condicões laborais corrobora o cenário supracitado. Sendo assim, elevado contigente populacional é vitimado pela inaplicabilidade das benesses defendidas no arcabouço jurídico nacional, panorama aliado à “cidadania de papel”, já que apenas uma parcela da população é privilegiada ao usufruir dos direitos básicos.

Portanto, medidas são vitais à dissolução do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. A princípio, faz-se fulcral que o Ministério da Educação, representante do poder executivo no âmbito federal, mediante acréscimo de disciplina à Base Nacional Comum Curricular, informe a populção, desde a educação básica, sobre seus direitos. Assim, o trabalhador não aceitará a condição de exploração. Ademais, o Estado, a partir da ampliação da frota de policiais e criação de um canal exclusivo à recepção de denúncias, deve combater a escravidão na atualidade, com o fito de garantir a dignidade humana e tornar tangível o ideal de evolução proposto por Edison.