O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/12/2020
Segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, é possível buscar na história colonial, desde às origens, as raízes dos maiores impasses sociais presentes nos dias de hoje. Nesse contexto, observa-se a analogia com o trabalho escravo, visto que ainda se faz presente na sociedade e resulta da escravidão histórica, trazendo prejuízos a toda população. Logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater tal problemática.
A obra “Escravidão”, de Laurentino Gomes, aborda a temática escravocrata da colonização brasileira e sua conexão com fatores como o racismo, a precariedade econônomica de alguns grupos sociais, a permanência do trabalho análogo à escravidão, entre outras diretrizes causadas. Isso deve-se à falta de ressocialização após a abolição da escravatura, em 1888, por meio da Lei Áurea, haja vista que os récem libertos ficaram à mercê dos governantes, sem de empregos, qualificações profissionais e demais maneiras de inserção social. Além disso, os indivíduos que vivem em condições escravistas, muitas vezes, não reconhecem tal situação e acreditam estar vivendo de forma normal.
Consequentemente, aqueles que são “escravos modernos” se enquadram em uma vida repleta de precariedade, podendo habitar lugares sujos, sem luminosidade, espaço adequedo, com pouca comida, privados de liberdade e com baixa ou nenhuma renda financeira. Um exemplo é a reportagem exibida pelo jornal G1, retratando a Madalena, mulher negra, a qual vivia 38 anos em condição análoga à escravidão, em Patos de Minas, MG. Assim, evidencia-se a triste realidade contínua de escravidão contemporânea e buscam-se, urgentemente, soluções que revertam a história supracitada.
Portanto, a fim de acabar com o escravismo atual, faz-se necessário o aumento de fiscalizações, por meio da contratação de profissionais, com a atuação do governo, uma vez que investigarão trabalhos, propriedades privadas, empresas e o restante de ambientes, encaminhando os casos para a Polícia Federal, para que medidas ideais sejam tomadas. Ademais, a realização de campanhas, por meio dos canais midiáticos, com a atuação do governo, mostrando que a escravidão ainda existe infelizmente e quais caminhos devam ser escolhidos para que ela acabe, com o objetivo de ampliar o senso crítico. Dessa forma, ter-se-á uma sociedade correta e distante dos parâmetros históricos, como analisado por Buarque.