O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/01/2021

A Constituição federal de 1988, domumento mais importante do Brasil, presume, em seu artigo 6°, o direito à emprego digno como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal benefício não tem sido desfrutado com ênfase na prática quando se analisa o trabalho escravo contemporâneo, o que dificulta, deste modo, a universalização desse direito crucial. No tocante a isso, esse problema é causado principalmente pela omissão governamental e as raizes históricas.

Em primeiro lugar, é lícito ressaltar que é nítida a falta de investimento em educação e em emprego no Brasil. Sobre isso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, os cidadãos foram abandonados aos seus próprios recursos. Em relação a isso, o governo não oferece assistência básica para combater o trabalho escravo atual, já que não ensina, a população, a identificar situações de escravização e, também, não oferta empregos dignos e seguros à sociedade. Dessa forma, a autoridade deixa as pessoas expostas aos serviços escravistas, o que engloba a jornada de trabalho exaustiva, as condições precárias ambientais e o pagamento injusto pelas horas de trabalho, além de não efetuar nenhuma providência para a disponibilização de empregos valorosos às pessoas vulneráveis, socialmente, como os moradores da periferia. Logo, a omissão governamental acentua esse empecilho.

Ademais, é fundamental apontar que há, como impulsionadoras do problema, as raízes históricas. Referente a isso, o Brasil, no período da sua colonização, foi marcado pela escravização de indígenas e africanos, que eram submetidos a condições terríveis de trabalho, além da falta de liberdade, pelos portugueses. Paralelamente, mesmo com a abolição da escravização, no país, a séculos atrás, ainda é possível vê-la, pois diversos seres não trabalham decentemente, como assalariados em empresas que os obrigam a trabalharem, mesmo sem os materiais necessários para a segurança dos indivíduos e sem um retorno financeiro justo pelas horas de serviço prestado. Assim, é inadmissível que esse cenário permaneça.

Diante do exposto, é preciso minimizar o impasse. Então, é essencial que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, conscientize a população sobre o trabalho escravo nos dias de hoje. Visto isso, essa medida deverá ser feita por meio de palestras em ginásios públicos das comunidades nacionais, as quais deverão informar sobre como reconhecer locais escravistas, para que os indivíduos não se submetam a esse mal e denunciá-los, além de discutir sobre os direitos sociais. Ainda, o governo deverá fazer parcerias com empresas confiáveis para ofertar empregos ao corpo social vulnerável. Portanto, tem como finalidade combater a escravização da atualidade, com o intuído de garantir o direito a emprego evidenciado na Constituição de 1988. Só assim, o país deverá evoluir.