O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 07/01/2021

O programa jornalístico “Fantástico”, apresentou recentemente uma reportagem na qual mostrava uma mulher que vivia sob regime análogo à escravidão. O caso ocorreu na cidade de Patos de Minas, interior de Minas Gerais, e teve repercussão, pois, chocou o público ao mostrar que ainda nos dias de hoje casos como esse ainda ocorram. Além desse fato, infelizmente outros também são notícias na mídia, como os trabahos escravos em indústrias têxteis e em zonas rurais (plantações, carvoarias). É inadmissível que em pleno século XXI notícias como essas vêm à tona, sobretudo, porque a Constituição brasileira de 1988, a chamada Constituição Cidadã, garante a todos os cidadãos uma série de direitos, dentre eles, o de terem uma vida digna, com direito à saúde, educação, trabalho e lazer.

Em primeiro lugar, quando pensamos em escravidão, logo pensamos nos séculos passados, quando africanos eram feitos escravos durante o período colonial brasileiro. De início, no plantio da cana-de-açúcar, posteriormente na mineração e por fim, nas lavouras cafeeiras. No entanto, de tempos em tempos, notícias evidenciam que pessoas trabalham em regimes análogos à escravidão. Marcas de roupas reconhecidas já foram alvos de investigações e que tristemente concluíram o uso desse tipo de mão de obra.

Ademais, outro setor que também são feitas denúncias, é o setor agropecuário. Lavouras de cana, plantações de laranja, já foram noticiados como locais que ocorrem tal infração. Além do uso de mão de obra adulta, há casos em que adolescentes e até mesmo crianças são exploradas. Tudo isso, visando gerar lucros aos proprietários das indústrias têxteis e das lavouras. É uma economia que gira em torno da exploração humana.

Portanto, para solucionar tais impasses, é preciso que o Governo, mais precisamente a Justiça, o Ministério da Cidadania e o Ministério dos Direitos Humanos trabalhem conjuntamente objetivando erradicar de nosso país o trabalho escravo, a fim de garantir o que está em nossa Constituição. Assim como ocorre contra a violência contra a mulher, é preciso que existam vários canais de comunicação para que denúncias sejam realizadas, que artistas usem de sua influência para levantar tal bandeira e que as mídias alertem a sociedade, para que casos como o noticiado no “Fantástico” tenham fim. É necessário, pois, Governo e sociedade unidos contra esse mal que aflige o Brasil contemporâneo. A escravidão deve ficar no passado.