O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/01/2021

A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no âmbito trabalhista, em que alguns trabalhadores, devido à vontade do patrão em obter lucros excessivos, são explorados. Isso ocorre, em grande medida, porque as transformações ocorridas no Brasil fomentam discussões exaltadas acerca da jornada exaustiva, bem como a respeito do trabalho de forma forçada.

É de fundamental importância pontuar, de início, que muitas empresas exploram seus funcionários com longas cargas horárias e, muitas vezes, sem descanso e remuneração adequeda. Nessa perspectiva, durante o século do ouro, no Brasil, houve o aumento do trabalho escravo indígena e africano, esses indivíduos enfrentavam condições de trabalhos insalubres e até adquiriam doenças em razão do horário excessivo dentro das minas. Dessa forma, atualmente, essa escravização ainda está arraigada na sociedade, visto que muitos empregados enfrentam jornadas exaustivas e não  possuem seus direitos trabalhistas conservado.

Paralelo a isso, é válido analisar, ainda, que o trabalho forçado está presente na realidade de muitos cidadãos que ficam à mercê do patrão. Diante dessa situação, muitos trabalhadores passam por dificuldades financeiras e, devido ao vasto quadro de desigualdades no Brasil, precisam aceitar ofertas de trabalhos que, muitas vezes, se tornam rotinas forçadas e cansativas. Dessa maneira, pode-se observar que a luta de classes, observada por Karl Marx, em que a burguesia explora o proletariado e esse já doa sua força de trabalho sem ser revertido em valores monetários, é visível na realidade de muitos operários brasileiros.  Sendo assim, é possível afirmar que o trabalho escravo está presente no corpo social e esse exercício é fruto da desigualdade existente no cotidiano.

Evidencia-se, portanto, que a escravidão trabalhista constitui um obstáculo para a consolidação de um país com mais igualdade e mais cumprimento de direitos. Nesse sentido, é válido priorizar o pensamento ante trabalhos exaustivos e forçados, para que a sociedade obtenha uma vida mais digna. Para isso acontecer, urge que o Ministério Público do Trabalho fiscalize instituições trabalhistas, de forma que minimize empresas com cargas horárias exessivas e ambientes insalubres. Isso pode ser feito com a perda do alvará da companhia e multas. Além disso, é necessário que o Governo disponibilize mais ofertas de trabalho para as pessoas mais vulneráveis, mediante a implantação de auxílios moradias e alimentação para esses trabalhadores, com intuito de melhorar o cenário do trabalhador brasileiro para que esse não sinta a necessidade de trabalhar em um ambiente hostil. Diante dessas medidas, espera-se que o trabalho escravo seja dissipado e passe a ser mais salubre.