O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/01/2021
O Brasil tem sua história marcada pela escravidaão. E embora ela tenha sido abolida em 1822, ainda é praticada com uma nova roupagem. E este novo método é fomentado pela assimetria de rendas, analfabetismo e a falta de oportunidades de emprego. Diante disso, ratifica-se a necessidade de discussão dessa problemática.
Primordialmente, destaca-se a desigualdade de renda que, segundo dados do IBGE, divulgados no Jornal Nacional, obteve um aumento substancial nos últimos cinco anos. Portanto os ricos se tornaram mais ricos e os pobres mais pobres. Esse cenário de desequilíbrio aliado ao analfabetismo, evasão escolar e desemprego crescente se torna terra fértil para o crescimento do trabalho análogo à escravidão, pois o indivíduo, lutando para sobreviver na fugacidade do cotidiano, se torna vulnerável a acordos desiguais com empregadores desleais. Analogamente, viveram os imigrantes durante a Lei de Terras, que aceitaram trabalhar nas fazendas, movidos pelo desespero, e viviam para saudar a dívida infinita com o dono da terra, uma vez que o que recebiam era inferior ao custo de se viver na propriedade.
Outrossim, a escravidão contemporânea não se restringe às áreas remotas do país, podendo ser encontrada nas mansões e apartamentos de luxo, em que os empregados ficam sujeitos à humilhação, discriminação, carga horária abusiva e salários insuficientes que são incompatíveis com a tarefa e o esforço desempenhado. E é sabido que esses indivíduos estão presos a este sistema por diversos fatores que vão desde a carência extrema, falta de escolaridade, falta de oportunidades até vinculos emocionais, como destacou a novela “Cheias de charme”. Aonde a personagem Cida não conseguia sair da casa dos patrões devido às chantagens emocionais dos chefes que diziam ter criado a jovem, quando na verdade a sujeitavam ao trabalho infantil e análogo à escravidão. Isso posto, a telenovela elucidou e criticou algo tão recorrente como o trabalho abusivo hodiernamente.
Por conseguinte, visando mitigar a escravidão contemporânea, urge que o Governo Federal em parceria com a mídia (rádio, televisão e internet), detentora de grande abrangência, realize campanhas publicitárias que despertem a atenção da população para essa problemática, podendo fazer uso de testemunhos de pessoas reais ou até personagens ficticíos como a Cida, nas propagandas de alerta e conscientização. Além disso, é mister que hajam maiores investimentos na edcação e alfabetização, principalmente nas áreas periféricas e interioranas do país, pois, segundo Nelson Mandela, a educação tem um papel libertador. Dessa forma, ao aumentar os índices educacionais e a fiscalização, será possível minimizar os casos de trabalho escravo na nação.