O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/01/2021
Na revista em quadrinhos japonesa “One Piece”, é retratada uma cidade em que toda a mão de obra trabalhista é composta por escravos. Ao longo da trama, é revelada a sofrência desses trabalhadores e até mesmo a precoce morte devido à fatiga. Fora da ficção, é fato que o trabalho escravo reprime o direito ao lazer de muitos e, quando libertos, tendem a apresentar dificuldades em se readaptar na sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a carência ao lazer pode gerar diversos problemas de saúde, como ansiedade e depressão, e é um direito inegável. Segundo a constituição brasileira de 1988, todos os cidadãos têm o direito ao lazer. Logo, essa importante necessidade infelizmente não é aplicada a todos.
Além disso, grande parte dos escravos libertos apresentam extrema dificuldade em se comunicar com o próximo e de trabalhar novamente. De acordo com o programa televisivo inglês “Unreported World”, a maioria dos sul-coreanos libertados da escravidão ilegal contemporânea carregam sequelas para o resto da vida. Nesse sentido, essa cruel realidade deve ser combatida.
Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a escravidão contemporânea no Brasil, urge que o Ministério do Trabalho -órgão governamental responsável por assuntos trabalhistas- crie campanhas incentivando, por meio de verba pública, a denúncia desse tipo de trabalho. Somente assim, pessoas como os trabalhadores de “One Piece” poderão ser livres novamente.