O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/02/2021

Promulgada em 1988 pela Assembleia Constituinte, a constituição brasileira garante a todos os indivíduos direitos laborais e o bem-estar social. Contudo, o labor prisioneiro impossibilita o exercício desse direito na prática. Nesse contexto, não há dúvida de que o trabalho escravo no Brasil contemporâneo é um desafio; o qual ocorre devido não só a necessidade de se ter dinheiro para sobreviver mas também a falta de informação da população.

Ademais, o sistema capitalista, hegemônico no mundo, tem como fundamento básico a necessidade de se ter dinheiro para sobreviver. Por conta disso, muitas pessoas aceitam condições desumanas de trabalho. Consoante Karl Marx, sociólogo alemão, o operário possui como única coisa de valor a sua força de trabalho, a qual é vendida para suprir suas demandas vitais. Diante do exposto, a falta de oportunidade e perspectiva de emprego no cenário atual de crise econômica abre caminho para a informalidade dos trabalhos.

Outrossim, faz-se mister, ainda, salientar a falta de informação da população como uma impulsionadora do obstáculo. A exemplo disso, na idade média a desinformação sobre os reais deveres das pessoas levaram os camponeses a labores degradantes análogos a escravidão. Diante de tal contexto, baixos níveis de conhecimento da maior parte do povo brasileiro permitem que os empregadores abusem da disponibilidade do trabalhador. Além disso, enfraquece os empregos formais respeitadores da constituição.

Destarte, é indubitável a necessidade de medidas capazes de mitigar o problema. Para isso, o Ministério da Educação deve informar a população quais são os direitos e deveres trabalhistas que ela possui. Isso pode ser feito por meio de propagandas nos meios de comunicação em horários de maior audiência, com o intuito de promover a cidadania e, consequentemente, acabar com a vulnerabilidade a exploração trabalhista. Dessa forma, seria possível exercitar o direito garantido pela constituição.