O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/02/2021
Em seu livro “utopia”, Thomas More imagina uma sociedade esclarecida, em que todos são capazes de participar ativamente de um processo transformador de conscientização. Diante disso, é lícito afirmar que, no que concerne ao trabalho escravo, o Brasil está distante do ideal de More, pois o país ignora medidas que diminuiriam a prática dessa situação. Dessa forma, a melhor maneira de resolver o problema em questão, seria a centralização da informação de todos os lucros da cadeia produtiva de situações que há indícios de trabalho escravo.
Segundo o Filósofo Karl Marx, em toda sua analise social, da época em que viveu, a histórica revolução industrial, conseguiu perceber como a sociedade capitalista funcionava. Nesse sistema econômico, o lucro era sempre a prioridade e o ser humano era visto como algo descartável, em que sua única função era dar lucro, para que esse indivíduo presta um serviço. Nesse mesmo contexto, o trabalho escravo, se deve ao fato de determinados donos dos meios de produção sustentar essa mesma lógica, em qual o trabalhador, é visto como algo que pode-lhe dar determinado lucro, sem se importar com os direitos que esse ser humano deve possuir. Apesar do Brasil em 1888 ter dado fim a pratica da escravidão através da lei Eusebio de Queiroz, os escravos até então, não foram inseridos na sociedade, deixando muitos deles à mercê de seus antigos donos. Nesse contexto, a informalidade dessas pessoas que são submetidas a trabalho análogo a escravidão, se deve ao fato, de muitos empregadores, usar a pratica do “arrendamento”, na qual o trabalhador, recebe uma porcentagem variável em cima do lucro, que na maioria das vezes, fica inferior ao salário mínimo, independente do lucro conquistado.
Em síntese, dadas as condições, cabe ao ministério do trabalho, criar mecanismos que centralizem informações de toda a cadeia produtiva, para averiguar se a porcentagem do lucro obtido está devidamente alinhada ao lucro obtido pelos trabalhadores. Dessa forma espera-se uma diminuição da exploração do trabalho escravo contemporâneo.