O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/03/2021
O modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas no país, o qual visava lançar voz à realidade de todos os segmentos populacionais. No entanto, hodiernamente, percebe-se que esse ideal é revogado na medida em que ocorre a incidência do trabalho escravo no Brasil. Nesse sentido, é necessário destacar duas vertentes que contrinuem para a perpetuação da querela: o descaso da fiscalização das leis trabalhistas e a falta de conhecimento da população.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o trabalho escravo no país. Nessa perspectiva, o Ministério Público do Trabalho (MPT) deve fazer o mapeamento das principais áreas de incidência do trabalho análogo ao de escravo e criar estratégias para erradicar essa condição. Desse modo, o Estado cumprirá sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como ter condições dignas de trabalho.
Ademais, é fundamental apontar a falta de conhecimento da população como impulsionador do trabalho escravo no Brasil. O acesso à informação e o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores são fundamentais nesse combate. Dessa forma, o indivíduo terá senso crítico e discernimento para avaliar sua situação de trabalho e consequentemente esse cenário será eliminado do país.
Depreende-se, por tanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério Público do Trabalho, por meio de propagandas em mídias sociais e campanhas nas cidades pelo país, alcancem a maior quantidades de pessoas possíveis. Assim, se consolidará uma sociedade mais autocrítica, onde os cidadãos brasileiros tem conhecimento suficiente para lutar contra o trabalho inoportuno.