O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/03/2021

O modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas no país, o qual visava lançar voz à realidade de todos os segmentos populacionais. No entanto, hodiernamente, percebe-se que esse ideal é revogado na medida em que ocorre a incidência do trabalho análogo à escravidão do Brasil. Nesse sentido, é necessário destacar duas vertentes que contribuem para a perpetuação da querela: o descaso da fiscalização das leis trabalhistas e a falta de conhecimento da população.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar, a ausência de medidas governamentais para combater o trabalho escravo no país. Segundo dados do relatório Índice Global de Trabalho 2018, aproximadamente 370 mil pessoas sofrem com trabalho ánalogo à escravidão no Brasil. Essa condição configura uma violação do “contrato social”, defendida pelo filósofo John Locke, entre o Estado e sua população. Na qual, argumentava que o Estado deveria garantir que seus cidadãos desfrutem de direitos básicos e indispensáveis, como ter um trabalho digno.

Ademais, é fundamental apontar a falta de conhecimento da população como impulsionador do trabalho escravo no Brasil. O acesso à informação e o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores são fundamentais nesse combate. Dessa forma, o indivíduo terá senso crítico e discernimento para avaliar a sua situação de trabalho e, consequentemente, esse cenário será eliminado do país.

Depreende-se, portanto, a necessidade da fiscalização das leis trabalhistas e a educação da população brasileira. Para isso, é imprescindível que o Ministério Público do Trabalho, por meio de propagandas em mídias sociais e campanhas nas cidades pelo país, alcance a maior quantidade de pessoas possível. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais autocrítica, em que os cidadãos basileiros têm conhecimento suficiente para lutar contra o trabalho inoportuno.