O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/04/2021

A escravidão, desde os primordios, fez-se presente em nosso país. O seu início remete ao Brasil Colonial, com o uso do trabalho indígena e negreiro, para atender os interesses e gerar riqueza para os colonizadores- os portugueses. Porém, tal modo de trabalho foi insustentável com as posteriores mudanças da época. Essa passagem pode ser observada na literatura brasileira, ou seja, a terceira geração romântica- o condoreirismo, que denunciou as preocupações sociais e a escravidão. Contudo, após tantos esforços e conquistas, o trabalho escravo ainda é um problema do Brasil contemporâneo.

Assim, mesmo com a asseguração da liberdade e dos direitos trabalhistas previstos na constituição, práticas de exploração se camuflam em formas de empregos, manifestando-se de diversas maneiras: falta de remuneração adequada, trabalho forçado, longas jornadas, local precário e trabalho infantil. Condições como essas foram observadas na Revolução Industrial e, em pleno século XXI, se repetem. Além disso, a situação é agravada, principalmente, pela falta de acesso à informação dos trabalhadores, que desconhecem as leis e os seus direitos.

Ademais, o consumismo e a grande preocupação com os lucros, fazem com que empresas renomadas e empresários  também utilizem dessa forma de produção, devido ao baixo custo da mão de obra. E, mesmo sendo conhecimento da sociedade, essa continua contribuindo com o consumo dos produtos e alimentando esse ciclo. Como exemplo, temos a China, país importante no comércio mundial, e que utiliza do trabalho de mulheres como costureiras em fábricas de jeans, obrigadas à conviverem em situações degradantes de trabalho.

Destarte, para resolução dessa problemática, cabe ao Ministério do Trabalho, utilizar das mídias sociais e sites do governo como forma de propagação de informações, buscando oferecer os conhecimentos básicos dos direitos dos trabalhores e tornar-se um meio para retirada de dúvidas. Como também, fiscalização das empresas e o poder judiciário garantir a correta aplicação das leis. Por fim, é necessário que a mudança comece pela sociedade, com a denúncias de abusos sofridos pelo trabalhador, bem como a repulsão de serviços que utilizem a mão de obra escrava, com o objetivo de encerrar tais práticas.