O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/04/2021
De acordo com o sociólogo Auguste Comte, todo evento ocorrido na sociedade deve ser encarado como algo necessário para o progresso dela. Entretanto, essa ideia não está correta, tento em vista que o trabalho escravo no Brasil contemporâneo é um problema na sociedade. Esse regresso social é mantido não só devido ao desconhecimento dos funcionários a cerda das Leis Trabalhistas, mas também causado pela ausência de medidas de fiscalização por parte do governo.
Precipuamente, as leis trabalhistas garantem direitos básicos ao trabalhador, tal como um limite semanal de horas trabalhadas. Paradoxalmente, o modo de trabalho análogo à escravidão não respeita nenhum desses direitos. Somando-se a isso, as pessoas que vivem nesse regime desconhecem a existência desses benefícios, o que para o sociólogo Émile Durkheim, causa uma inibição na ação dos indivíduos. Logo, o desconhecimento é prejudicial para a resistência das pessoas que vivem nesse sistema.
Ademais, apesar da existência de leis que proibem essa barbárie, há uma falta de fiscalização mais rígida por parte do governo. Indubitavelmente, é dever do Estado mudar essa realidade pois, segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à saúde e vida digna, sendo o governo responsável pelo cumprimento e fiscalização dessas garantias. Por conseguinte, o próprio Estado deve criar modos para combater a problemática em questão.
Portanto, o conhecimento e a fiscalização são meio para resolver esse problema. Mais precisamente, a mídia deve realizar matérias televisionadas com a participação de um advogado de causas trabalhistas que cite os principais direitos dessa classe, com o objetivo de levar o conhecimento necessário para que esse conjunto tenha a possibilidade de reação contra a situação que se encontram. Além disso o governo deve criar campanhas de fiscalização com o apoio popular, de modo a disponibilizar um número específico para essas denúncias com o fito de punir os responsáveis.