O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/04/2021
Desde a Revolução Francesa, entende-se que os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade são fundamentais para uma sociedade justa e igualitária. Quando se analisa o cenário contemporâneo brasileiro, todavia, percebe-se que a construção dessa federação não é efetivada, dado que o trabalho escravo está presente no ambiente, uma vez que a legião em situações de vulnerabilidade é explorada pela elite. Além disso, o Estado mostra-se alheio às situações precárias vividas por parcela da cidadania. Sob essa ótica, evidencia-se a construção de um crítico impasse, em virtude do abuso social e da ineficiência do Estado.
Diante do exposto, é notório que as ações da coletividade compactuam com a construção dessa conjuntura. Destarte, essa ideia pode ser associada com a visão do austro-americano Peter Beger, já que, para o filósofo, toda realidade social é fruto de uma construção humana. Nesse sentido, o aproveitamento do corpo social diante de pessoas que estão passando por momentos difíceis, destaca a presença do trabalho escravo no Brasil hodierno, visto que o povo, por não possuir oportunidades, aceita ser colocado em condições precárias e exaustivas. Logo, é necessário que Constituição crie um olhar mais significativo para a problemática.
Ademais, vale salientar que a negligência do Poder Executivo, que manifesta apatia em administrar os interesses públicos, pontua o imbróglio. Nessa lógica, o trabalho em episódios escravistas pode estar associado à insuficiência de ações dos órgãos governamentais, já que por não apresentarem planos de fiscalização, essas situações desagradáveis não são reconhecidas e, consequentemente, a população fica exposta aos ricos de entrarem nesse meio. Sendo assim, notabiliza-se que esse cenário contesta o filósofo inglês Thomas, pois em sua clássica obra Leviatã, é destacado que o Estado possui o dever de garantir a coesão e a harmonia social. Com base nisso, fica claro que a administração do Estado não tem sido suficiente para evitar danos à massa.
Portanto, depreende-se que a imoderação social, juntamente ao desleixo governamental necessitam ser solucionados. Para tanto, é imprescindível que a sociedade civil crie projetos sociais, com ministração de palestras e debates que visem expor ao público os acontecimentos feudais na modernidade. Isso pode ser feito por intermédio de parcerias com prefeituras municipais, que disponibilizarão locais acessíveis para a concretização dessa atividade, com o fito de alertar à população sobre o que deve ser aceito ou não em ambientes trabalhistas. Outrossim, o governo federal, por meio de programas de fiscalização, deve garantir que todos tenham boas experiências em seus trabalhos. Assim, uma sociedade justa e igualitária será implementada no território brasileiro.