O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/05/2021
O filme “12 anos de escravidão” retrata a vida de um jovem preto livre no século XIX que é vendido como escravo, torturado e humilhado por senhores durante doze anos. Com isso, pode-se observar históricamente que essas condições já foram realidade no Brasil colonial e imperial deixando raízes, pois, ainda hoje existem indivíduos em situções analogas à escravidão, definindo dessa maneira, o grande problema da escravidão contemporânea.
Sobre o referido exposto, a prática da escravidão por dívidas é uma das mais recorrentes no planeta e na sociedade canarinha. Em síntese, ela se baseia em explorar mão de obra, principalmente de estrangeiros, já que esses na grande maioria não sabem a lingua local e ficam mais vulneráveis, para obter lucro e cobrar pelas condições básicas e precárias dadas ao “trabalhador”, a medida que com seu salário de exploração não consegue pagar seus débitos, logo, prendendo-os em um cíclo interminável de défice. Decerto, estima-se que 29,8 milhões de pessoas vivem nessas condições no mundo e só no Brasil desde o ano de 2003 a 2018 quarenta e cinco mil pessoas foram libertas perante essas situações degradantes, segundo a BBC.
Ademais, é imperativo ressaltar o caso Madalena de escravidão doméstica em pleno século XXI. De acordo com as mídias brasileiras, Madalena, uma mulher que viveu 38 anos limitada de seus direitos constitucionais e humanos em uma família mineira, foi libertada no ano de 2020. Em virtude desses fatos, o estado deve melhorar a fiscalização sobre as domésticas, pois esse tipo de violação é mais difícil de se descobrir por acontecer dentro das residencias.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para apagar esse costume enraizado na história da nação. Dessarte com o intuito de mitigar esses atos anticonstitucionais o Ministério da Justiça deve em conjunto das redes midiáticas fazer campanhas e divulgar sobre a cultura do trabalho escravo contemporâneo para conscientizar o meio social a denunciar aqueles que proliferam essas práticas, para que assim, a justiça seja feita em prol dos direitos humanos. Em segunda intância, o Ministério da Justiça e o Ministério da Economia deve também melhorar as medidas de preservação no trabalho da “PEC das Domésticas” feita pela presidente Dilma, efetivando maior segurança a esse tipo de cargo e por fim, trazendo um país mais justo, democrático e seguro para todos.