O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/05/2021

O fim da escravidão no Brasil,foi marcado pela promulgação da Lei Áurea em 1888 no período imperial,estabelecendo como novo modo de trabalho o assalariado.Contudo,na comtemporaneidade,a mentalidade de exploração excessiva do trabalhador,proveniente do antigo sistema escravocrata,ainda perpetua-se na sociedade brasileira.Nesse cenário,têm-se como principais causas desse problema social o falho sistema educacional vigente no país e o capitalismo individualista marcado pela luta de classes.Portanto,percebe-se a importância de discutir essa temática,que demanda medidas eficazes nos âmbitos sociais e econômicos.

Em primeira análise,é necessário reconhecer que a educação social é a base para a construção de uma sociedade igualiária.Segundo o filósofo Immanuel Kant,o homem é aquilo que a educação faz dele,ou seja,os indivíduos são moldados pelo sistema de ensino a qual frequentaram.Nesse sentido,quando há uma falha nesse setor,as consequências geram impactos em todas as camadas sociais,contribuindo para a formação de um pensamento coletivo deturpado,distorcendo as noções do que é certo ou errado,de modo que entraves como a imposição do trabalho análogo ao escravo na contemporaneidade sejam justificados por uma crise econômica,implicitamente persuadindo o operário a trabalhar nessas condições,em detrimento do desemprego.Dessa forma,constata-se a necessidade de conscientizar os cidadãos,para que não sejam manipulados e submetidos a situações que inviabilizem seus direitos.

Ademais,vale ressaltar,o modelo econômico capitalista pautado no lucro a qualquer custo como um dos principais impulsionadores da atual situação de diversos trabalhadores no contexto nacional.De acordo com o sociólogo Karl Marx,o capitalista é marcado pela mais valia,ou seja,para que haja o lucro da burguesia,a exploração da mão de obra do proletário é indispensável,dando início às lutas de classe.Destarte,é notório a sobreposição dos interesses das classes mais abastadas sobre os mais pobres,em que os opérarios são expostos a situações precárias e extensas jornadas de trabalho por não saberem seus direitos,garantindo a perpetuação dessas práticas na sociedade brasileira,evidenciando a alienação proporcionada por uma formação escolar defasada.

Sendo assim,é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual.Para a conscientização da população brasileira,urge que o Ministério da Educação(MEC) crie,por meio de verbas governamentais,campanhas nas redes sociais e nas instituições escolares,para que as pessoas sejam conscientizadas sobre seus direitos laborais e sociais,porporcionando a universalização do conhecimento desses direitos,a fim de erradicar ou mitigar os casos de trabalho análogo ao escravo no Brasil contemporâneo.