O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/05/2021
No filme de Stan Lee e Jack Kirby — “Pantera Negra” — o príncipe do reino de Wakanda expressa que, em tempos de crises os tolos constroem muros. Nesse sentido, o panorama do trabalho escravo no Brasil contemporâneo assemelha-se a esse trecho da produção cinematográfica, no qual a negligência governamental e a falta de debates são questões que contribuem para a construção da muralha de empregos oriundos. Logo, é necessário o combate a esse problema.
Precipuamente, a negligência governamental contribui para a existência da questão. Nesse contexto, Aristóteles, célebre pensador da Grécia Antiga, disse, em seu livro “Ética a Nicômano”, que o objetivo da existência da política é garantir a felicidade dos cidadãos. Infelizmente, o estado brasileiro atual contrária à ideia do filósofo cada vez que o estado negligência os trabalhos que se encontram em situações precárias. Logo, evidencia-se um cenário de descaso às garantias constitucionais.
Além disso, outra causa da questão é a falta de debates presente no país. De acordo com o Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a escravidão no Brasil contemporâneo, o que favorece a falta de conhecimento da sociedade sobre a questão de resolução.
É inaceitável, portanto, que o trabalho escravo seja um impasse no território brasileiro. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos deputados, criar uma campamha de educação no meio social, com o fito de mitigar a participação de qualquer pessoa em atividades forçadas no país. Nele, deve constar que a campanha vai se realizar em forma de palestras mensais e também na divulgação de cards nas redes sociais. Dessa forma, os sábios contribuirão pontes para a superação do problema, como sugere o personagem principal do filme da Marvel.