O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/05/2021
O pensador Célio Montagna afirma que “a escravatura não foi abolida, na verdade foi generalizada, só que, sem o chicote”. Sem dúvida, essas vítimas do trabalho escravo contemporâneo são pessoas com baixa renda ou desempregadas, geralmente com pouca instrução, porém, são chicoteadas sim, tanto na forma física quanto verbal. Essa lamentável situação se deve a dois principais fatores: falta de políticas públicas mais eficientes que amparem os necessitados e o descaso da sociedade para com seus deveres diante de tal sofrimento.
Em primeiro lugar, é imprescindível ressaltar que a função das políticas públicas é promover o bem-estar da sociedade. Ele está relacionado a ações bem desenvolvidas como saúde, educação, habitação e segurança. Entretanto, a realidade não é essa, pois existem milhões de pessoas em situação de trabalhos forçados submetidos a longas jornadas, às vezes não remuneradas, ou seja, estão sendo escravizadas.
Ademais, é função da sociedade preservar seus objetivos comuns que é fazer o bem. Madalena Gordiano viveu durante 38 anos em condições de escravidão no estado de Minas Gerais, e isso não é situação incomum no Brasil. Segundo os dados mais recentes levantados pela Organização Internacional do Trabalho, mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas do trabalho escravo no mundo.
Diante do exposto, pode-se afirmar que a adoção de políticas públicas no combate ao trabalho escravo necessita de um apoio intenso da sociedade, ONGs mas, principalmente o poder público, com melhores estratégias de fiscalização e responsabilização. Só assim, os trabalhadores terão seus princípios fundamentais e previstos na Carta Magna de 1988 respeitados. É necessário garantir direitos trabalhistas de uma vida digna com liberdade e segurança.