O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/05/2021
Na Revolução Industrial, em 1760, pode-se dizer que a situação dos trabalhadores era análoga a escravidão mesmo depois de ter sido abolida, com péssimas condições de trabalho, grande carga horária e salários baixos. Dessa mesma forma, ainda ocorrem casos de trabalho escravo na sociedade brasileira contemporânea. Nesse sentido, em virtude das perspectivas trabalhistas, o desafio perpetua-se.
De início, ao analisar a nação brasileira, entende-se que o impasse está relacionado a falta de cumprimento e fiscalização das leis já existentes no Código Penal, como é o caso do Artigo 149 que penaliza indivíduos que reduzirem alguém a condição análoga à de escravo, com reclusão de 2 a 8 anos. Essa problemática permanece inerte na nossa sociedade por conta do racismo enraizado que acomete milhares de brasileiros, mesmo após anos de evolução e conscientização.
Por conseguinte, trabalhos análogos a escravidão na sociedade atual, fazem-se presente. Há pouco tempo, um caso como esse foi descoberto pela mídia, o nome da vítima não foi divulgado, entretanto, todo o caso foi exposto. A moça era vítima desse crime por 41 anos, trabalhava de doméstica, morava na casa de seus empregadores e não recebia nenhum salário por isso. Segundo a “Atitude Blasé”, termo proposto pelo sociólogo Simmel, ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob essa ótica, entende-se que o cidadão passa a adotar essa “Atitude” com a perspectiva do trabalho escravo no Brasil.
Fica clara, portanto, a necessidade de promover modificações nesse cenário trabalhista. O Ministério da Justiça deverá criar um projeto que tenha como missão fiscalizar o cuprimento do Artigo 149. Ainda assim, o Sindicato dos Trabalhadores tem o dever de supervisionar empresas e empregos domésticos, afim de evitar que situações como as da Revolução Industrial permaneçam ocorrendo.