O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/05/2021

A abolição da escravidão no Brasil aconteceu em 1888, com a assinatura da Lei Aúrea.No entanto, ainda prevalece o trabalho análogo à escravidão no país.Essa forma de trabalho se difere da escravização apenas pelo fato do trabalhador não ser uma propriedade, que pode ser comprada e vendida.Dessa forma, é imprescendível uma discussão acerca da problemática e as maneiras de erradicá-la.

Primeiramente, apesar de existir uma legislação que puna o trabalho escravo, sem a fiscalização ela é ineficente.Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a maioria dos lugares que ainda permanece o trabalho escravo são as lavouras de cana-de-açucar e o setor da pecúaria, que se localizam em grandes propriedades rurais de difícil acesso.No entanto, de acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, seriam necessários 8 mil fiscais para averiguar todas as àreas rurais e urbanas e no Brasil possuem apenas 2 mil fiscais. Desse modo, nota-se que a fiscalização é ineficiente para a grande extensão territorial.

Além disso, a maior parte dos empregadores não detém conhecimento e são atraídos por falsas promessas.Nesse cenário de oferta de emprego, alimentação, trabalho e moradia, os trabalhadores que não possuem noção de seus direitos, ou que não sabem que ainda existe o trabalho escravo, aceitam a proposta. Como prova, uma pesquisa da OIT, revelou que dos 5 mil resgastados entre 1996 e 2013 foram atraídos por promessas como essas.Assim, a falta de informação acarreta a problemática.

Portanto, a precariedade da fiscalização e o desconhecimento acerca do trabalho escravo funcionam como barreira para minimizá-lo.Dessarte, compete ao Estado, em união com a polícia militar, a capacitação e contratação de fiscais por meio de cursos gratuítos, a fim de que a fiscalização seja eficiente em. Além disso, cabe aos Colégios, a propagação de conhecimento acerca dos direitos humanos e trabalhistas, por meio de palestras, a fim de conscientizar as crianças.Somente assim, o trabalho atual não será comparado a escravidão do século XIX.